Naquele imunde oceano sem fundo,
mergulhei:
Naqueles momentos só meus,
Em que ninguém me interrompe,
Porque o nada, nada me faz sentir...
Porque a dor é sentir, o pensar é ferir,
Viver é mais do que doer e magoar...
Viver é a existência de um sonho indefinido,
Que me faz sonhar ainda mais.
E o mais é tudo aquilo que desconheço...
É o desconhecido que me empurra
Para o túnel irreconhecível
Para o irreconhecível que será o reconhecido.
É porque o nada deixou de ser nada.